A operação policial realizada na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio de Janeiro, entrou para a história como uma das mais letais do estado. Cerca de 60 pessoas foram mortas em uma ação que tinha como objetivo atingir lideranças do tráfico, mas acabou revelando a face mais violenta da guerra contra o crime.
Os corpos foram empilhados na Praça São Lucas, (a praça de pranto e do sangue no asfalto) na Estrada José Rucas, na Vila Cruzeiro, na Penha, Rio de Janeiro.
Considerada a maior chacina da história daquele estado, demonstrando o grau de letalidade da mais sangrenta ação das polícias do Rio em todos os tempos. Moradores relataram pânico, escolas foram fechadas e a rotina da comunidade parou. O episódio reacendeu o debate sobre o modelo de combate ao tráfico adotado no Rio, baseado em grandes confrontos e alta letalidade, mas com poucos resultados duradouros.
Especialistas apontam que a repressão sem políticas sociais de inclusão e presença constante do Estado apenas repete o ciclo da violência: o tráfico volta, novas operações são realizadas e a população continua refém do medo. O desafio é construir uma segurança pública que combine ação policial responsável com oportunidades reais para quem vive nas favelas — única forma de romper o poder do tráfico e garantir paz de verdade nas comunidades cariocas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário