Aconteceu nesta quinta-feira (8), no Arco de Sobral, um ato público em defesa da democracia. A manifestação, intitulada “8 de Janeiro: Nunca Mais”, relembrou os ataques golpistas ocorridos em 2023 e reafirmou a rejeição a qualquer tentativa de anistia aos responsáveis pelos crimes contra o Estado Democrático de Direito.
O evento foi
organizado por movimentos populares, entidades sociais, sindicatos de
trabalhadores, estudantes e partidos políticos. Estiveram presentes diversas
lideranças sociais e políticas de Sobral e de municípios circunvizinhos,
acompanhadas de suas comitivas, demonstrando a ampla adesão regional à
mobilização.
A mobilização marcou os três anos dos atentados de 8 de janeiro de 2023, considerados um dos
episódios mais graves da tentativa de golpe de Estado no Brasil, atualmente
julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Naquela data, apoiadores do então
presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes do Congresso
Nacional, do Palácio do Planalto e do próprio STF, em Brasília.
O 8 de janeiro e
seus desdobramentos
Há três anos, milhares de manifestantes marcharam pela Esplanada
dos Ministérios, romperam bloqueios policiais e atacaram os prédios dos Três
Poderes, exigindo a derrubada do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, eleito democraticamente e empossado havia
apenas uma semana.
Passados três anos, o STF já condenou 1.399
pessoas envolvidas nos atos golpistas. Os dados foram
atualizados nesta segunda-feira (8) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos.
Segundo o balanço, 179 pessoas
estão presas: 114 em regime fechado após o trânsito em julgado
das condenações, 50 em prisão domiciliar e 15 em prisão preventiva.
As investigações também alcançam o ex-presidente Jair Bolsonaro e 28
ex-integrantes de seu governo, responsabilizados por planejar
uma tentativa de golpe para impedir a posse do presidente eleito. Entre os
condenados estão ainda cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do
Distrito Federal, punidos por omissão ao permitirem o acesso dos manifestantes
à Praça dos Três Poderes.
A manifestação em Sobral reafirmou que
não há democracia sem memória, justiça e responsabilização,
reforçando o compromisso popular com o lema que ecoou durante todo o ato: “Sem anistia. 8 de janeiro, nunca mais.”

A luta é contínua pela democracia. Vamos renovar agora o pior Congresso da História do Brasil.
ResponderExcluir